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O ditado é antigo, mas se aplica perfeitamente aos dias atuais: é melhor prevenir do que remediar. A vacinação é uma importante aliada no combate a diversas doenças – atuando não só diretamente em quem recebe a vacina, mas na sociedade como um todo.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), as vacinas trouxeram impactos diretos na redução da mortalidade e da ocorrência de doenças infecciosas, como sarampo, poliomielite, varicela, coqueluche, meningites, hepatites, entre outras. A vacinação é segura e as reações, quando ocorrem, são leves e temporárias, como um braço um pouco dolorido ou uma ligeira febre.

Atualmente, existem 36 mil salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o Brasil e 300 milhões de doses das vacinas (orais e injetáveis) incluídas no Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, são disponibilizados 19 tipos de vacinas para mais de 20 doenças. Essa proteção é iniciada ainda nos recém-nascidos, e deve se estender por toda a vida.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) já existe há 46 anos no Brasil e é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos melhores programas de vacinação do mundo. O PNI é aperfeiçoado  ano a ano, incorporando novas vacinas e novos esquemas de vacinação modernos e mais eficazes. Nos anos 1960, o projeto teve êxito na erradicação da varíola: o último caso da doença foi notificado em 1971.

Algumas vacinas têm componentes que podem desencadear alergias, no entanto, os benefícios superam os riscos de reações graves. Além disso, é importante mencionar que toda vacina passa por um processo de avaliação em diversas fases, desde o seu desenvolvimento até a etapa final, que é a aplicação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia e aprova as vacinas antes de elas serem liberadas para uso, e, mesmo após o licenciamento, existe um acompanhamento do órgão responsável, que dá continuidade ao monitoramento e ao processo de segurança.

vacina é aplicada em paciente

Veja quais são os principais mitos sobre vacinação:


1 – Vacinas causam autismo?

Não há relação causal entre vacinação e autismo, que é um transtorno do funcionamento cerebral de causa ainda desconhecida, possivelmente genética.  A confusão se dá pois o diagnóstico do autismo acontece na infância, época em que é aplicada a maioria das vacinas.

2 – Higiene e saneamento básico farão doenças desaparecerem?

A importância das vacinas independe de condições adequadas de higiene e saneamento básicas, que são importantes em qualquer situação. Lavar as mãos com água e sabão sempre e usar água limpa ajudam a proteger as pessoas de doenças infecciosas, mas somente as vacinas podem preveni-las efetivamente.

3 – Vacinação pode ser fatal ou ter efeitos colaterais desconhecidos a longo prazo?

Não, porque as vacinas são muito seguras. A maioria das reações é pequena e temporária. Reações graves são extremamente raras e cuidadosamente monitoradas. É mais provável que uma pessoa adoeça por causa de uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo pode causar encefalite e cegueira; e algumas doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação podem resultar em morte.

4 – A vacina contra difteria, tétano e coqueluche e a vacina contra poliomielite causam síndrome da morte súbita infantil?

Não existe nenhuma relação causal entre essas vacinas e a síndrome da morte súbita infantil (SMSI). No entanto, elas são administradas em um momento da vida dos bebês em que eles podem sofrer dessa síndrome — porém, as mortes podem ocorrer mesmo sem a aplicação das vacinas. É importante ressaltar que as quatro doenças mencionadas neste tópico são fatais e bebês não vacinados contra elas correm risco de morte ou de incapacidade grave.

5 – Se as doenças estão quase erradicadas, mesmo assim preciso me vacinar?

Sim, é de extrema importância. Embora as doenças evitáveis por imunização tenham sido quase extintas e sejam consideradas raras, os agentes infecciosos ainda circulam em algumas partes do mundo, podendo ultrapassar fronteiras geográficas e infectar pessoas não protegidas.

6 – Doenças infantis são simples decorrências da idade, normais na vida da criança?

Não é verdade. Enfermidades como caxumba, rubéola e sarampo são graves e podem levar a complicações como pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções de ouvido, síndrome da rubéola congênita (caso uma mulher seja infectada com rubéola no início da gravidez) e até à morte. Não vacinar uma criança a torna altamente vulnerável.

7 – Aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo em uma criança pode aumentar os riscos de danos e eventos prejudiciais no sistema imunológico?

Isso é mais um mito. Evidências científicas indicam que aplicar várias vacinas ao mesmo tempo não causa aumento de eventos adversos sobre o sistema imunológico das crianças. Elas são expostas a centenas de substâncias estranhas, que desencadeiam uma resposta imune todos os dias. O simples ato de comer introduz novos antígenos no corpo e diversas bactérias vivem na boca e no nariz. Uma criança é exposta a muito mais antígenos em um resfriado comum ou numa dor de garganta do que quando é vacinada.

8 – Vacinas possuem mercúrio, muito perigoso à saúde.

Esta afirmação não é verdadeira. O tiomersal é um composto orgânico que contém mercúrio, adicionado a algumas vacinas como conservante, sendo o mais utilizado para as que são fornecidas em frascos multidose. Não existe nenhuma evidência que sugira que a quantidade de tiomersal utilizada nas vacinas represente um risco para a saúde.


Para ver mais sobre esse assunto tão importante e consultar o calendário de vacinação, clique aqui.

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